top of page

M Luísa Santos, RN, MsC, PhD

Aprender a Mediar

VIII Congresso (Inter)nacional de Mediação de Conflitos e 2º Fórum das CPLP

Aprendizagens e Ideias Inspiradoras do Congresso de Mediação

1) A mediação tem uma verdadeira função social

  • A mediação não é apenas uma técnica: é uma prática social transformadora.

  • Fortalece o diálogo, reduz a conflitualidade e promove uma cultura de paz.

  • Ajuda a descongestionar sistemas formais de justiça, garantindo celeridade e humanização.

2) A mediação é necessariamente interdisciplinar

  • O diálogo entre mediadores, magistrados, psicólogos, assistentes sociais, docentes e profissionais da saúde mostrou que nenhuma profissão “detém” a mediação.

  • A complementaridade de saberes enriquece o processo mediador e aumenta a eficácia.

3) Escutar é mais do que ouvir

  • A mesa “Ouvir não basta: o desafio de escutar as crianças” destacou que:

    • Escutar é reconhecer a experiência, dar espaço e legitimar a voz.

    • Na mediação familiar, a escuta ativa — especialmente da criança — é condição para decisões mais justas e protetoras.

4) Dar voz aos profissionais fortalece a identidade da mediação

  • O momento “Dar voz aos associados” evidenciou que:

    • Partilhar práticas e dificuldades aumenta a maturidade profissional.

    • A mediação beneficia quando quem a exerce tem espaço para refletir, questionar-se e co-construir padrões éticos.

5) A mediação como promotora de direitos humanos

  • A assinatura da Carta de Cooperação da CPLP reforça a mediação como ferramenta para:

    • Proteger direitos,

    • Prevenir violência,

    • Promover inclusão social.

  • Mostrou-se que a mediação contribui para sociedades mais justas e para a consolidação da democracia.

6) Mediação em contextos complexos é possível — e necessária

Os debates sobre mediação:

  • em prisões,

  • em contextos comunitários

  • e no âmbito constitucional,

mostraram que a mediação pode ser aplicada muito para além dos conflitos familiares ou de vizinhança.
É um recurso eficaz em ambientes de vulnerabilidade e em situações de elevada tensão.

7) A formação contínua é a base de uma mediação de qualidade

  • Foi reforçada a necessidade de mediadores se manterem em atualização permanente.

  • A prática baseada em evidência, a ética profissional e o aperfeiçoamento das competências de comunicação são pilares centrais.

8) A mediação é um espaço de empoderamento

  • Ao ajudar as partes a encontrarem soluções próprias, a mediação devolve autonomia e responsabilidade.

  • Mostrou-se que o mediador não “resolve”: cria condições para que outros resolvam.

9) CPLP: um espaço vivo de cooperação mediadora

  • O Fórum demonstrou que os países lusófonos partilham desafios culturais semelhantes e podem cooperar em:

    • formação,

    • investigação,

    • políticas públicas,

    • práticas de mediação comunitária e escolar.

  • Isto reforça uma identidade lusófona comum na resolução pacífica de conflitos.

10) A mediação precisa de estar onde as pessoas estão

  • A aposta no formato híbrido (presencial/online) sinaliza que a mediação deve ser:

    • acessível,

    • próxima,

    • inclusiva,

    • adaptada a diferentes realidades.

  • A expansão para escolas, autarquias, hospitais, bairros e comunidades é uma tendência incontornável.

Amigos do IPMF

Faça parte dos amigos do IPMF

Get Involved Now

Presidente 

IPMFF.png

O logótipo

  • Simbologia da casa: é universalmente compreendida como “família / lar”.

  • A rotura mantém uma mensagem subtil sobre conflito/separação, mas não é agressiva, representando o foco da Mediação

  • Circularidade: o formato redondo transmite ideia de continuidade, ciclo, proteção — símbolos fortes da mediação.

  • Tipografia: clara, legível, institucional, transmite seriedade.

  • Acrónimo + nome por extenso: assegura identidade e reconhecimento formal.

foto fundadora098.jpg

Dra. Maria Saldanha Pinto Ribeiro


Presidente do Instituto Português de Mediação Familiar (desde 1994)

Pioneira da mediação familiar em Portugal, a Dr.ª Maria Saldanha Pinto Ribeiro dedica-se há mais de três décadas à promoção do diálogo e da resolução pacífica de conflitos, liderando o IPMF com uma visão humanista, ética e inovadora.

MapaPortugal.png

Já formou mais de 1000 mediadores em Portugal continental e ilhas.

bottom of page