VIII Congresso (Inter)nacional de Mediação de Conflitos e 2º Fórum das CPLP
Aprendizagens e Ideias Inspiradoras do Congresso de Mediação
1) A mediação tem uma verdadeira função social
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A mediação não é apenas uma técnica: é uma prática social transformadora.
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Fortalece o diálogo, reduz a conflitualidade e promove uma cultura de paz.
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Ajuda a descongestionar sistemas formais de justiça, garantindo celeridade e humanização.
2) A mediação é necessariamente interdisciplinar
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O diálogo entre mediadores, magistrados, psicólogos, assistentes sociais, docentes e profissionais da saúde mostrou que nenhuma profissão “detém” a mediação.
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A complementaridade de saberes enriquece o processo mediador e aumenta a eficácia.
3) Escutar é mais do que ouvir
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A mesa “Ouvir não basta: o desafio de escutar as crianças” destacou que:
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Escutar é reconhecer a experiência, dar espaço e legitimar a voz.
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Na mediação familiar, a escuta ativa — especialmente da criança — é condição para decisões mais justas e protetoras.
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4) Dar voz aos profissionais fortalece a identidade da mediação
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O momento “Dar voz aos associados” evidenciou que:
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Partilhar práticas e dificuldades aumenta a maturidade profissional.
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A mediação beneficia quando quem a exerce tem espaço para refletir, questionar-se e co-construir padrões éticos.
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5) A mediação como promotora de direitos humanos
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A assinatura da Carta de Cooperação da CPLP reforça a mediação como ferramenta para:
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Proteger direitos,
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Prevenir violência,
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Promover inclusão social.
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Mostrou-se que a mediação contribui para sociedades mais justas e para a consolidação da democracia.
6) Mediação em contextos complexos é possível — e necessária
Os debates sobre mediação:
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em prisões,
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em contextos comunitários
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e no âmbito constitucional,
mostraram que a mediação pode ser aplicada muito para além dos conflitos familiares ou de vizinhança.
É um recurso eficaz em ambientes de vulnerabilidade e em situações de elevada tensão.
7) A formação contínua é a base de uma mediação de qualidade
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Foi reforçada a necessidade de mediadores se manterem em atualização permanente.
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A prática baseada em evidência, a ética profissional e o aperfeiçoamento das competências de comunicação são pilares centrais.
8) A mediação é um espaço de empoderamento
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Ao ajudar as partes a encontrarem soluções próprias, a mediação devolve autonomia e responsabilidade.
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Mostrou-se que o mediador não “resolve”: cria condições para que outros resolvam.
9) CPLP: um espaço vivo de cooperação mediadora
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O Fórum demonstrou que os países lusófonos partilham desafios culturais semelhantes e podem cooperar em:
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formação,
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investigação,
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políticas públicas,
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práticas de mediação comunitária e escolar.
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Isto reforça uma identidade lusófona comum na resolução pacífica de conflitos.
10) A mediação precisa de estar onde as pessoas estão
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A aposta no formato híbrido (presencial/online) sinaliza que a mediação deve ser:
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acessível,
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próxima,
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inclusiva,
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adaptada a diferentes realidades.
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A expansão para escolas, autarquias, hospitais, bairros e comunidades é uma tendência incontornável.

